Enquanto a entropia nos consome sigo na labuta da sobrevivência e vivência de coleções que nem são pra eu mesmo colecionar. Casamento? Se foi em um sopro como que quem nunca antes estivesse casado. Minha filha? A única razão para ainda permanecer neste mundo imundo, não vai mais fazer parte do meu dia a dia mas estarei com ela presente em pensamento todos os dias. E aquele que disse que viria aonde esta? Como num sonho, ou pesadelo, eu tento me acordar e percebo que estou mais acordado do que nunca. Quero voltar a dormir, quero voltar a vida de verdade, quero saber quem eu sou na realidade da existência, e onde está? Onde estou? E porque estou aqui? Colecionar histórias pra um outro que nem sei realmente quem é, ah mas ele sabe quem sou eu, dane-se quero decência nessa relação que é séria e não um conchavo de adolescentes imaturos. Se o jogo é jogado quero que siga as regras, se elas não existem, eu as crio e sigamos por ela. Caso contrário permaneçamos neste espiral de decadência sem fim.