domingo, 15 de dezembro de 2013

220!

Escrever talvez seja algo que nunca irei conseguir fazer do jeito que penso que poderia fazer. Uma habilidade digna para poucos, para aqueles que dominam suas emoções e conduzem para um pagina seguinte em branco e tudo ganha forma, cor e vida. Como canalizar as cataratas do Iguaçu e transforma-las em uma simples torneira limpa, calma, e translucida.
Não penso nem de longe ser algo próximo daqueles que admiro quando estou lendo. Um miserável e imbecil atrás da folha em branco, é o que eu sou. Imbecil no sentido rodriguiano de concepção, sempre temendo pelo ridículo.
Mas sinto um alivio ao fim de qualquer merda que saia pelos meus dedos, não sei como explicar isso, mas é o que sinto, ainda mais sabendo que nunca alguém que eu conheça vai ler isso, ou alguém que saiba quem eu sou. Pelo menos por enquanto.
Poderia fazer isso pelo resto da minha vida com garantia que ninguém leia enquanto eu viver seria ótimo, talvez a certeza do anonimato seja alguma espécie de reconhecimento às avessas que abone o alivio da minha mente expurgando pelos meus dedos assim como o alivio de meus intestinos quando sai por onde todo mundo sabe e faz igual.

Pronto 200 palavras como na primeira vez me limito na minha própria ignorância, e que agora já são 220. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Latrina da vida real

Já dizia outro: “não existe país desenvolvido em clima tropical”, não sei qual a relação que de fato há nessa afirmação, mas certamente vivo na pele a sensação de estar vivendo sob o sol implacável tropical como também ladeado de amebas adestradas ou mesmo de cretinos fundamentais como já disse o mestre Nelson. Faço-me crer na afirmação.

Em meio a cubanos impondo seus conceitos subumanos, professores proferindo, cuspindo e escarrando toletes em forma de linguagem, políticos amebianos prestes a aprovar a lei da viadagem declarada, sinto-me na latrina da vida real sem qualquer mínimo de luz ao fim, ao fim de quê? Se isto não já o é.

Podre. É o cheiro do calor que emana das amebas circulantes nas ruas, todas obscuras na ignorância e mediocridade que lhes as circundam tão cegas quanto um peixe mexicano.

Assim como numa latrina de louça branca é a cor da visão que as amebas têm, um clarão não enxergam absolutamente nada, pode vir uma outra ameba e excretar em suas cabeças e elas continuaram ali como se nada tivesse acontecido, e o liquido que as levam para a tubulação é conjunto das outras amebas, um coletivo de amebas revolucionarias rumam para mais outros conjuntos de amebas revolucionarias e vivem sempre se reproduzindo numa massa amebas que dominam as ligações de efluente, as linha coletoras, os coletores tronco da sociedade.

O que difere na vida dessa fétida analogia que é existe uma estação de tratamento de efluente no final do sistema, na vida existe apenas mais e mais amebas dispostas a procriar e procriar e procriar.


E pegue fogo todos o memoriais de amebas latinas, pegue fogo todos amebas bolívares, não custa já que o clima favorece.