domingo, 15 de dezembro de 2013

220!

Escrever talvez seja algo que nunca irei conseguir fazer do jeito que penso que poderia fazer. Uma habilidade digna para poucos, para aqueles que dominam suas emoções e conduzem para um pagina seguinte em branco e tudo ganha forma, cor e vida. Como canalizar as cataratas do Iguaçu e transforma-las em uma simples torneira limpa, calma, e translucida.
Não penso nem de longe ser algo próximo daqueles que admiro quando estou lendo. Um miserável e imbecil atrás da folha em branco, é o que eu sou. Imbecil no sentido rodriguiano de concepção, sempre temendo pelo ridículo.
Mas sinto um alivio ao fim de qualquer merda que saia pelos meus dedos, não sei como explicar isso, mas é o que sinto, ainda mais sabendo que nunca alguém que eu conheça vai ler isso, ou alguém que saiba quem eu sou. Pelo menos por enquanto.
Poderia fazer isso pelo resto da minha vida com garantia que ninguém leia enquanto eu viver seria ótimo, talvez a certeza do anonimato seja alguma espécie de reconhecimento às avessas que abone o alivio da minha mente expurgando pelos meus dedos assim como o alivio de meus intestinos quando sai por onde todo mundo sabe e faz igual.

Pronto 200 palavras como na primeira vez me limito na minha própria ignorância, e que agora já são 220. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário