terça-feira, 15 de junho de 2021

Carta aos da linha de frente

 

Estamos cansados de perder tanta gente, e a demanda a cada dia aumentando assim como os esforços de toda a equipe. Sabemos que às vezes podemos nos questionar sobre a efetividade do nosso trabalho, sabemos da exaustão dos plantões e o estresse que é viver tudo isso, e ao fim de cada jornada retornamos ao lar para tentar a todo custo esquecer as dificuldades e as tristezas que passamos.

Mas aí o grupo no WhatsApp toca, alguém te liga pra perguntar alguma coisa, não descansamos direito e parece que tudo aquilo volta a tona em nossas cabeças mas não podemos nos esquecer que estamos no nosso descanso e o aconchego de nossas famílias é vital para podermos recarregar nossa energia física e principalmente mental.

Mas veja bem, estamos vivendo um momento único em nossas vidas no qual nunca passamos por nada igual em meio ao colapso do nosso sistema de saúde e você está aqui, lendo esse texto. Resistindo.

Não se cobre tanto, respire fundo, tire a responsabilidade das suas costas.

Estamos dando o nosso melhor sempre dentro das condições que você tem no momento seja ela física emocional ou estrutural.

Afinal não somos máquinas, somos seres humanos, temos sentimentos, choramos, cansamos nos estressamos. Estando onde nós estamos não é nada fácil, reconheçamos nosso valor, muitas famílias respiram aliviadas porque você estava lá fazendo o que tem que ser feito.  

Perceba o quanto você é importante, mesmo com todas as dificuldades que você deve enfrentar.

A luta por melhores remunerações é óbvia e já está aí há muito tempo, assim como boas condições de trabalho e um verdadeiro descanso semanal, vamos seguir reivindicando.

Mas é claro que uma hora o pior acontece e se por ventura não conseguirmos salvar aqueles que estão no leito nos confiando o serviço, não esqueçamo-nos no dia em que o apóstolo Paulo não curou e deixou um enfermo para trás (2 Timóteo 4:20), e isso nos faz pensar que ninguém, nem mesmo os santos, possui autoridade sobre aquilo que diz respeito a Deus.

sábado, 12 de junho de 2021

Atos de Paulo

        Recentemente tomado pelo interesse pela vida do apóstolo Paulo venho lendo a obra do espírito de Emmanuel pela mãos de Chico Xavier, Paulo e Estevão, e me encantando com a vida do que pra mim é grande fundador da Igreja Cristã, e ainda por ontem acabo de ver o filme sobre os últimos dias da vida de Paulo, me encanto com sua resiliência e bondade. Ainda pelo livro estou na fase em que Saulo se vê isolado no mundo renegado por amigos e pelo pai, em seu insulamento volta para Tarso para ser tapeceiro e seu pai depois de rejeita-lo muda-se de cidade com a irmã mais nova para não mais se envergonhar do filho que abriu mão da vida no sinédrio para se enveredar nas aventuras do carpinteiro Nazareno. Em muito me deleito nas páginas do livro com um sentimento de que algo me prende nas nuances descritas com um fascínio inigualável. Ainda pretendo depois ler o legado de Paulo no novo testamento para assim concluir o que saber sobre sua vida e obra. 

domingo, 6 de junho de 2021

Zé povinho é praga

     Não há comportamento mais odioso do que a fofoca, o falar da vida alheia, o fomento da desgraça no ato de se comunicar sobre a vidas de outrem. Por vezes aqui já falei ou ainda falarei sobre a tão repugnante ato. Ainda mais quando estiveres em meio a pessoas que possuem o ato como prática comum e não enxerga a nefasta praga que dissemina, assim eu estando próximo calo-me ainda mais do que normal e não possuo a capacidade nem se quer de prestar atenção sobre o assunto abjeto. Não pratico não adianta, sem chance. Algo sobre figuras pública, sobre os atos de alguém que possui sua vida aberta a todos como, políticos, artistas, jogadores de futebol, celebridades e até pseudo celebridades, até podem me seduzir sob o véu da vida dessa pessoas ser alvo do assunto. Sei que assim eu sendo possuirei de enorme desconfortado em rodas de amigos e familiares ao passo de me calar sob muitas custas concordar com tudo naquele ato total alienação da roda somente balançando a cabeça e não tendo a menor ideia daquilo que a pessoa esta e ainda assim quando surgir o coletivo de alguma gargalhada me tomo da maior cara de pau e pronuncio uma risadas também, assim como se fosse um autismo social o meu remédio para engolir a indigesta "troca de ideias" ali apresentada. Aaahh meu estômago é tomado por profundo tédio para digerir o assunto dos diálogos, chegando em casa haja anti ácido.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Parece cocaína

      Parece cocaína, mas é só tristeza já dizia o poeta, hoje ainda coloco mais um adendo, é só tristeza e cólera. Acostumamos a odiar quase que como um hábito corriqueiro da atualidade, os dentes rangem as pupilas dilatam os esfíncteres se contraem e o sangue corre mais rapidamente com o palpitar do coração acelerado e raivoso. Talvez isso altere o estado dos hormônios e com isso alteram a consciência das pessoas e consequente e obviamente o comportamento dos pobres humanos adamitas. E ai de não usar a sua dose diária de cólera para ver o que acontece seja ódio ou apenas tristeza a dose diária ou ainda em casos mais críticos a dose horária, aí depende do grau de entorpecimento que a criatura possui. E como um cocainômano há repercussões negativas em relação aos hábitos, o triste e colérico também sofre com o reboque de suas atitudes, a luz da psiquiatria que hoje enche os consultórios médicos de terapeutas, os coléricos se drogam com clonazepam e semelhante para que o seu convívio seja menos degradante, menos pior e minimamente aceitável. O sonho quimérico de uma vida perfeitamente igual ao falso ideal da televisão ao ideal das campanhas de propagandas frustra a população fraca de pensamentos, de modo que aquilo que elas veem não existe se não na ficção ali longe bem longe das mãos dessa pessoa infeliz, a cólera surge depois desses momentos em que a pessoa se vê falida e frágil pela aquela vida que não tem que só vê na novela, na série, no mundo platônico da vida mental da pessoa infeliz. A frustração dessa vida que demora ou ainda nunca vem pode ser uma das causas da cólera que aflige a cabeça dessa pessoa. Certa vez em um muro qualquer da cidade em que moro me deparei com um pichação reflexiva dizendo: mais livros e menos televisão, um antídoto para a reconstrução dessas mazelas que nos assolam. E porquê isso não acontece? Simplesmente pela questão da lei do menor esforço, é muito trabalhoso ler um livro, um trabalho mental acima da média atual sim da para se falar isso sem medo, hoje ninguém mais lê livros que nos façam pensar na vida no máximo a pessoa vê um livro interessante na estante da livraria e logo o pensamento vem: Vou esperar a série para ver essa história. E se essa série demora a sair na streaming preferida logo acaba o desejo por aquela história a principio interessante e instigante mas agora maçante e enfadonha pois só resto o livro para ela ler. Essa acídia popularmente disseminada profundamente pode ser uma das causas dessa situação de cólera e tristeza que viciam das criaturas pobres de interiorização