terça-feira, 29 de outubro de 2013

Caminhos

A vida é feita de escolhas. Escolhemos que roupa usar e saímos para a rua, e aqueles que se preocupam com isso, outras pessoas iram olhar e tirar as suas conclusões. Escolhemos caminhos a serem seguidos, escolhemos puxar o saco do politico para ter sempre um cargo comissionado renovado a cada quatro anos, ou escolhemos estudar e ser aprovado em um concurso para passar o resto da vida à custa do estado, ou optamos por sermos bons profissionais eternamente avido por conhecimento. São caminhos, escolhas, que favorecem um lado e desfavorece outro, uma coisa boa exige um sacrifício, e uma coisa ruim leva a um sacrifício ainda maior. Não escolhemos a quem amamos, mas escolhemos viver ao lado de uma pessoa esperando que o amor chegue como antes e isso demora talvez a vida toda. Escolhemos sempre nossos objetivos “racionais” em primeiro lugar, passar no vestibular e a isso nos negamos novos amores e pessoas a fim de compartilhar emoções com você, para ser aprovado na OAB então mudamos nossos hábitos, negamos a ir de encontro ao novo amor, ao novo lar, ao novo, nos negamos ao novo! E é nessa neofobia que prevalecem nossos medos, nossas angustias, nossas carências, nossas doenças que se acumulam e vão sempre aos poucos nos matando. É sempre difícil saber qual caminho seguir, pois somos ainda seres muitos poucos evoluídos e não sabemos o sentido da vida, é como uma salamandra rastejando num desfiladeiro sem conseguir enxergar a frente o futuro que lhes guarda. Não podemos nos lamentar embora seja isso façamos quando queremos ainda voltar naquela bifurcação a qual ingressamos na tomada errada. Brigas, amores partidos, devaneios, a camisinha que faltou, o ônibus que atrasou o portão que fechou o carro que enguiçou o amor que não foi o amor que não veio, o amor que não virá, sempre terá algo para nos queixarmos e achar que tudo poderia ser feito diferente mesmo que saibamos que foi nós mesmos que erramos por todo esse tempo ou por só naquele momento, naquela fração de segundo onde devemos decidir e decidimos errados, mas decidimos, e agora o pranto varre os olhos para aqueles que tomam uma escolha neste misero espaço de tempo. Talvez não seja justo que por tão pouco tempo que temos para escolhermos certos caminhos isso nos reflita para toda a vida, uma desproporcionalidade da vida. Mas mesmo que seja assim tão complexo, tão tumultuado, tão infantil, tão cheio de nuances que nunca sabemos os caminhos certos, sempre devemos agradecer pelo dom da escolha, o livre arbítrio. Por mais que erramos em qualquer aspecto, e depois disso nos arrependemos de verdade, mas de verdade mesmo estaremos assim de bem com aquilo que há de mais precioso em tudo nessa vida, a paz.

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